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Sábado, 31 de Outubro 2026 01:54
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Operação do MPPR aponta cárcere, sedação forçada e trabalhos análogos à escravidão em clínica do Oeste
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Operação do MPPR aponta cárcere, sedação forçada e trabalhos análogos à escravidão em clínica do Oeste

Ação prendeu proprietário de espaço que abrigava mais de 70 mulheres; instituição nega irregularidades e diz colaborar com investigações

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Investigação revela maus-tratos e internação compulsória de dezenas de mulheres em Terra Roxa

Uma ação conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), batizada de Operação Aurora, expôs graves denúncias de violação de direitos humanos em uma clínica de reabilitação situada em Terra Roxa, no Oeste do Estado. No local, cerca de 72 mulheres estavam abrigadas, muitas mantidas contra a própria vontade e impedidas de ter contato com o exterior.

Durante o cumprimento dos mandados na última terça-feira (15), o proprietário e gestor do estabelecimento foi preso temporariamente. O pai do investigado também foi detido em flagrante por posse irregular de armas e munições, recebendo liberdade provisória após efetuar o pagamento de fiança. A identidade dos envolvidos não foi revelada pelas autoridades.

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Denúncias de abusos e uso de sedativos

As apurações do MPPR indicam que as pacientes — entre as quais pessoas com deficiência — eram submetidas a punições físicas e psicológicas, jornadas de trabalho forçado, corte de visitas e aplicação compulsória de sedativos fortes, apelidados internamente de "danone". O órgão apurou ainda indícios de omissão de socorro, ameaças e registros de pacientes admitidas sem qualquer respaldo médico ou autorização da Justiça.

Devido à logística e ao número de abrigadas, o espaço não foi interditado de imediato. A transferência das mulheres será realizada gradualmente pelos órgãos de assistência.

Ao todo, as equipes policiais e de fiscalização cumpriram ordens de busca em cinco endereços ligados aos suspeitos, apreendendo equipamentos eletrônicos que passarão por perícia.

O que diz a defesa

Em manifestação oficial, a direção do estabelecimento rebateu as acusações, negando qualquer prática de cárcere privado ou tratamento degradante. A entidade afirmou operar sob padrões legais, contando com equipe multidisciplinar voltada ao atendimento humanizado, e destacou estar à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.

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